Santuário

Casa dos Romeiros: acolhimento e hospitalidade.

Desde o nascimento da devoção ao Senhor do Bonfim, na Bahia, a fé em Jesus crucificado motivou a peregrinação de multidões de fiéis que chegam de todos os recantos até a Colina Sagrada para prestar seu culto. Peregrinos dos mais remotos rincões aportavam no cais, no sopé da colina, subiam íngremes ladeiras, e procuravam se acomodar no Largo e em torno do templo. Famílias inteiras permaneciam dias ao relento, à espera dos festejos. Diante desse movimento crescente, a Irmandade sentiu a necessidade de propiciar alguma forma de acolhida para aqueles peregrinos devotos, e assim, envidaram esforços para facilitar o meio de transporte e oferecer abrigo para aquela gente. Nesse propósito, edificaram casas perto da então Capela, e iniciaram a construção de estradas ou caminhos para o Bonfim. Em 1778, já existiam casas no Bonfim.

Assim, os irmãos da Devoção sempre colocaram em prática o conselho dos apóstolos: “esmerai-vos na prática da hospitalidade”, “exercei a hospitalidade uns para com os outros” (Heb 13,2 e 1 Ped. 4,9).