Artigo

19 de Maio, 2014

Homilia – 5º Domingo da Páscoa – 16.05.14

Iniciando a nossa reflexão, quero lembrar que estamos no Tempo da Páscoa. Portanto, as leituras que foram proclamadas mesmo revelando realidades e contextos anteriores à morte e ressurreição de Jesus, devem ser refletidas na perspectiva da espiritualidade pascal, caracterizada pelo convite a conversão, pelo espírito missionário, pela força do testemunho dos Apóstolos que procuram por em prática os ensinamentos recebidos do Mestre, pelo entusiasmo, confiança e paz transmitida por Jesus ressuscitado.

O Evangelho que escutamos apresenta Jesus em pleno exercício do seu ministério, orientando e formando seus discípulos para a missão que futuramente deveriam desenvolver de anunciar a “alegria do Evangelho.” Ele começa estimulando quanto a importância da convicção de fé que deve servir de lastro para superação das desilusões, das frustrações e dos desafios que resultarão do desenvolvimento da missão, afirmando: “Tendes fé em Deus, tende fé em mim também.” Segue garantindo apoio duplo e uno: ele e o Pai.  Confiança na vida eterna como resgate amoroso para uma convivência com características familiar, abrigo seguro e companhia perene.

Continua suas instruções alertando quanto a necessidade de conhecer e seguir o caminho que leva a fazer a experiência do encontro com o Pai. Nesta oportunidade foi questionado por Tomé sobre o processo do seguimento na perspectiva de encontrar o rumo certo e a verdade absoluta. E também por Felipe quanto a incompreensão sobre sua relação, unidade e intimidade com o Pai.

A resposta dada por Jesus serve também para nós como aprendizado, a fim de que possamos ser hoje discípulos e missionários da messe do Senhor:

Primeiro, dizendo a Tomé: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Isto é, a mediação que nos leva ao Pai, a verdade que nos liberta, a vida que nos concede felicidade plena;

Segundo, respondendo a Felipe sobre sua relação e ligação com o Pai: “Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim?”